20 de janeiro de 2008

Desiquilibre para equilibrar

Chega uma hora em que a gente precisa desiquilibrar o processo para poder ficar equilibrado. Parece complexo, mas não é. Se a vida está sem graça e não percebemos bons motivos para estarmos felizes, precisamos desiquilibrar o processo.

No meu humilde ponto de vista, desiquilibrar o processo é arriscar, bagunçar, modificar. Chega um momento em que as coisas já não nos prendem mais. Ou seja, nada temos a perder. A não ser o tempo que passa. E o tempo perdido é o tempo que não volta mais.

Arriscar é passar por cima de alguns medos e fazer diferente. Deixar de lado as crenças, as pessoas que nos colocam pra baixo, os anseios por um futuro que depende unicamente desse "fazer diferente".

Tomei algumas decisões importantes durante a minha vida. Mas confesso que essa é a mais radical. Deixei o medo de lado e as possibilidade de não dar certo eu enterrei no quintal.

Dessa forma eu vou conseguir seguir em frente, respeitando meus limites mas chegando mais perto deles. Medo é algo que a gente sente o tempo todo. Medo de morrer, medo de perder, medo disso, medo daquilo. Não há como fugir do medo.

Mas dá para enterrar no quintal. Nem que seja por pouco tempo - o tempo que der. É nessa hora em que a gente arrisca. Vai pra frente. E isso serve para qualquer coisa.

Tem alguém que você esteja muito a fim de conhecer melhor, mas o medo do "não" te faz guardar em segredo essa paixão. É nessa hora em que se faz preciso arriscar. Enterrar o medo. Pode não ser fácil no começo, mas não é impossível.

Se o trabalho anda chato e o chefe não te deixa em paz um minuto sequer e você já não consegue sair de casa para trabalhar sem se lamentar, enterra o medo de ficar sem grana no fim do mês e chuta o balde pedindo demissão. Não há nada mais prazeroso do que trabalhar onde somos tratados como realmente merecemos.

Se o problema é em casa com os pais querendo controlar sua vida, e o medo de assumir suas escolhas se faz mais presente que a vontade de viver essas escolhas, enterra no quintal. Estufa o peito e estabelece os limites que você precisa, defenda sua individualidade como quem defende a própria vida.

Agora, se o problema é o namorado (a) que não valoriza seu carinho, que não respeita, que faz o que bem entende, e o medo de ficar sozinho te faz permanecer nessa relação, enterra no quintal... a relação e o namorado também. Diz chega! Diz tchau! E vai achar a tampa da sua panela. Ou fique sozinho, nada melhor que um tempo pra gente, só pra gente.

Faça escolhas, tome decisões, arrisque. Foi decidindo começar a decidir que eu deixei de reclamar e passei a planejar. Uma decisão arriscada, uma mudança de vida radical, muitas vezes, é uma forma de abrir os braços e dar boas vindas à felicidade.

Enterre o medo. Deixe ele lá quietinho. E comece a olhar pra você com outros olhos. Tenho certeza que, assim como eu, você vai perceber que suas qualidades são muito mais importantes que suas inseguranças bobas. Coloca pra quebrar, chuta o balde, e se alguém disser que não vai dar certo, sorria. Só você sabe do que é capaz.

0 comentários: