A saga do camarão
Acho engraçado esse negócio de praia. Sim, porque praia pra mim é para ficar um tempinho no sol e a maior parte da rotina acontece na sombra mesmo. Mas a maioria das mulhers - e eu respeito - acordam cedo, passam protetor até ficarem gosmentas, pegam cadeira, sacolinha, sacolão e se jogam com as bundas viradas pro sol.
Ficam naquela posição sem fazer nada um tempão, vão pra casa, molham o corpo, almoçam e novamente passam protetor até ficarem gosmentas, pegam cadeira, sacolinha, sacolão e se jogam com os peitos virados pro sol.
Quanta disposição! Que inveja! Eu, no máximo, aguento uma hora e isso se tiver alguém para conversar, porque perco a paciência de ficar no meio do povo. Fora que uma caminhada pela praia rende mais uma hora até achar o guarda-sol em que você estava, afinal nada se cria tudo se copia, e eles acabam todos coloridos e parecidos.
E o mar? O mar do litoral do Rio Grande do Sul chega a ser marrom. Fora isso, você tem três opções.: Ou se afoga porque o mar está violento, ou é queimado por aqueles seres transparentes, ou leva um beliscão de um siri.
Não adianta, minha praia não é a praia propriamente dita. Eu bem que me esforço para pegar uma cor, mas a brancura sempre foi meu maior charme - ou não. O fato é que eu não nasci pra isso, prefiro mil vezes comer camarão na beira da piscina de um hotel na serra do que virar camarão com a bunda pro sol.

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