Internem o Clô
Ele estudou em colégio interno, foi educado por padres e fala francês fluentemente. Revolucionou a moda no Brasil e foi, sem dúvida, um grande comunicador. Como profissional da moda, ele teve seu valor. Considerado polêmico, Clodovil calou os parlamentares em seu primeiro discurso, na Câmara dos Deputados, criticando a falta de atenção de todos enquanto discursava. "Eu não sei o que é decoro com um barulho desses enquanto a gente fala. Parece um mercado e isso aqui é a Casa do povo. Não entendo tanto barulho. Nem na TV, que é popular, as pessoas fazem isso”, disse.
Não sei o que levou Clodovil para a política. Mas não é de hoje que se sabe da dificuldade financeira que enfrentou, o que me leva a considerar um motivo para sua candidatura.
E em um momento onde política se faz por qualquer um, não me é estranho que ele tenha sido eleito com tantos votos. O que me intriga é a sua forma de chamar atenção, tendendo sempre para a falta de educação.
Ele é arrogante. Prepotente. Desequilibrado. É um caso de psiquiatria. De internação. Não gosto do Clodovil como político e menos ainda como homem. Ele me desperta pavor. Falta bom senso, humildade, respeito. É um homem infeliz que esconde suas dores em um lenço elegante.
É uma pena que tantas cadeiras na Câmara estejam ocupadas por Clodovil´s, Frank´s e Agnaldo´s. Uma pena que o povo não tenha a capacidade de raciocínio para reconhecer um político de verdade.
Não é nada pessoal. Meu problema é com a falta de educação, de gentileza, de coerência. Poderia ser o Clodovil ou o Severino da Silva, que minha indignação seria a mesma. Não protesto contra o direito de politicagem de cada um, protesto é contra a falta de respeito. Não tolero pessoas que se quer graduam no mínimo de bom senso. E Clodovil é desses que, para não mostrar sua sujeira toda, se esconde em um papel fácil de exercer: o de chato.


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