Sem ônus, mas sem Bônus
Apontar outro é mais fácil que olhar pra si mesmo. Ditar regras e exigir que sejam seguidas é o mesmo que obrigar alguém a seguir essa ou aquela religião. Não é fácil olhar pra dentro e ter a consciência que não se é perfeito. Todo mundo precisa melhorar no amor, na relação com os outros, na profissão. É fato. Não se trata de ser melhor, pior, de ser bom ou ruim. Se trata de ser diferente, de ver as coisas de forma diferente, de não ser igual e pronto. E ponto.
O que seria do verde se todos preferissem o vermelho? Não há ser neste mundo que tenha atingido a perfeição. Não existe. Você não conseguiu ver isso ainda?
A vida é uma grande faculdade onde se tira as mais variadas notas. Um dia arrasamos, no outro fracassamos. É a vida. Assim é a vida. Mas o amor, seja ele por quem for, não pode ser resultado de um acerto, de um erro. E sim de um conjunto de coisas que nos fazem merecer e dar amor. Amor que um dia é fogo e no outro congela, não é amor.
E eu não estou falando de homem e mulher, de seres que casam e decidem passar uma vida - ou parte dela - juntos. Estou falando de amor de amigo, de mãe, de tio, de avô. Estou falando daquele amor que deveria ser incondicional. Mas esse amor não existe.
Nenhum amor pode ser forte se baseado em erros e acertos. Quando acerto e sigo as regras sou digna de amor? Quando erro não sou? Isso não existe. Ninguém pode ser querido num dia e em outro ignorado, como se não houvesse nem sombra.
Não é esse tipo de amor que gosto, que eu me sinto segura. Sou insegura demais para ser aceita em alguns dias do ano. Se for pra seguir uma caminhada junto, tem que ser lado a lado. Na tristeza e na alegria. Como diz uma amiga minha... Se não quer o ônus, não exija o bônus.

0 comentários:
Postar um comentário