O que eu quero
Entre um cigarro e outro planejo tudo que quero fazer em 2008. Mas no meio do caminho me perco tentando não repetir tudo que me prometi em 2007. Na realidade, desejo tanta coisa que nem sei ao certo o que desejo. O fato é que nunca fui muito de planejar, mas de uns anos pra cá tenho sido bem virginiana mesmo.
Não vejo mal nenhum nessa coisa de "deixa a vida me levar", mas chega um ponto, nessa estrada maluca que a gente percorre, que só há espaço para uma coisa: chão.
Você quer ter paz, ter um cantinho que seja só seu, ter alguém "pra chamar de seu", um filho, um sítio e amigos maduros ao redor. Deve ser coisa da idade mesmo ou eu que estou ficando chata.
Só sei que meus planos para 2008 são bem reais e todos eles envolvem o chão que me referi anteriormente. Sei que ele ainda nem começou, mas eu já quero que tudo se resolva. Sou virginiana - repito -ansiosa, compulsiva - menos que antes - mas ainda sou.
Gosto da vida que queima, do abraço que envolve, do carinho pleno, da segurança de ser amada, do sexo seguro. Claro que ainda gosto das rodas de samba para dançar até o sol nascer. Gosto ainda dos filmes românticos e dos finais felizes.
Mas por mais que não tenha perdido a minha essência, algo em mim mudou. E por mais que saiba o que foi - e não publicarei aqui, é óbvio! - sempre fica aquela dúvida: O que será que me aconteceu?
E no fundo nada demais me aconteceu a não ser a paixão pelo seguro e o não mais encantamento pelo difícil. Hoje sei que eu cansei de me encantar pelo difícil.
Enfim, para 2008 continuo querendo tudo! Agora! Já! Mas a diferença, a grande e notória diferença, é que eu só quero se for de verdade e se for no chão, mas no chão mesmo, com os pés cravados. Só assim, vou conseguir sonhar como criança, mesmo já sendo uma mulher.


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