5 de setembro de 2007

O que eu penso sobre o amor



Sempre que alguém escreve sobre amor me parece tão clichê. Mas é impossível não ter quase a mesma visão desse sentimento que a maioria das mulheres (eu disse a maioria, não todas). Mas acho que o significado de amor está tão além de tudo o que as pessoas falam, escrevem ou pensam.


do Lat. amore

s. m.,

viva afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos;

inclinação da alma e do coração;

objeto da nossa afeição;

paixão;

afeto;

inclinação exclusiva;
Eu nunca havia procurado a definição da palavra amor no dicionário. Tentando fugir dos clichês, procurei. E acho que achei um caminho de explicar o que eu penso sobre ele.

Esse negócio da inclinação é o que me chamou atenção. Porque o amor é mesmo assim. Inclinação. Lá no fundo pouca gente deixa de inclinar os olhos para si e conseguir ceder ao outro. Difícil tarefa em um mundo onde as inclinações (todas elas) estão viradas para os próprios umbigos.

Difícil alguém ter a capacidade de enxergar o outro, suas angústias, seus temores e fazer da dor do outro, sua própria dor. Porque deveria ser assim. O amor é doação (apesar de não estar explícito no dicionário). O amor é se colocar no lugar de quem se ama, do "objeto do afeto".

Mas e quem faz isso? Muito fácil não tentar. Não se responsabilizar. Acho que faço parte do grupo de pessoas (pequeno grupo) que ainda considera essencial um amor companheiro. Mas de verdade. Não aquele companheirismo obscuro e falso que a maioria dos casais desfila por aí.

Estou me referindo ao companheirismo amigo, de sofrer com o amado, de se entregar e "matar no peito" o problema de quem a gente gosta. É difícil mesmo. Mas é essencial.

O amor, no verbo em que sei conjugar, nada mais é do que doar. Doar afeto, doar carinho, doar paciência, doar atenção. Doar ajuda. Isso sim é amor de verdade. Amor de verdade fica, permanece. Não vai embora porque não conseguiu aguentar a pressão de doar. Porque doar machuca de vez em quando. O amor caminha no destino contrário do egoísmo.

Porque quem não sabe doar. Não sabe ajudar. Não sabe se colocar no lugar do outro e resolver junto. Esse tipo aí... Não tem amor, só tem orgulho.

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